Teteia Chaves denuncia demissões desumanas e dispara “O gato está comendo o dinheiro do orçamento”.
Vereadora revelou exonerações de servidora com câncer e de mulher em licença-maternidade, criticou falta de transparência em empréstimo de R$ 140 milhões e cobrou promessas de campanha do prefeito Otoniel Teixeira.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Teteia Chaves utilizou a tribuna da Câmara de Barreiras nesta segunda-feira (18) para fazer uma série de denúncias contra a gestão do prefeito Otoniel Teixeira. Em um discurso marcado pela indignação, a parlamentar classificou como “desumanas” as recentes exonerações promovidas pelo Executivo, afirmando que entre os demitidos estão uma servidora em tratamento de câncer e uma mulher em licença-maternidade.
Teteia, que mantém postura crítica ao novo empréstimo de R$ 140 milhões, encerrou sua fala com uma frase que repercutiu no plenário:
“E o gato tá comendo o dinheiro do orçamento.”
Denúncias de perseguição e misoginia
A vereadora relatou ter sofrido episódios de misoginia e ameaças por parte de interlocutores ligados à gestão e até de colegas parlamentares após iniciar vistorias em órgãos municipais.
Segundo Teteia, durante uma visita a uma escola ao lado do vereador Adriano Stein, apenas ela recebeu mensagens de intimidação.
“Tentaram me intimidar, tentaram me calar, mas eu não vou recuar. Não aceito ameaça de ninguém, nem de gestor, nem de colega vereador”, afirmou.
A parlamentar ainda desafiou os críticos a debaterem publicamente no plenário, “olho no olho”, em vez de utilizarem mensagens por aplicativos.
Cobranças sobre a Casa do Autista
Durante o pronunciamento, Teteia relembrou que a construção da “Casa do Autista” foi apresentada como promessa de campanha do prefeito Otoniel Teixeira. Segundo a vereadora, à época, o gestor afirmava possuir orçamento suficiente para executar a obra sem necessidade de empréstimos.
A parlamentar questionou a eficiência administrativa ao destacar que o município arrecada cerca de R$ 3 milhões por dia – mais de R$ 1 bilhão por ano.
“É falta de gestão ou falta de dinheiro? O empréstimo apareceu agora, mas no plano de governo dele não tinha empréstimo não”, declarou.
Teteia ressaltou ainda que questionar a transparência do crédito solicitado pela prefeitura não representa oposição à cidade, mas sim o cumprimento do dever constitucional de fiscalização.
Críticas à gestão e à “árvore genealógica”
Ao defender as famílias atingidas pelas exonerações, a vereadora criticou o que chamou de “árvore genealógica” instalada na prefeitura, com cargos ocupados por parentes de aliados políticos enquanto servidores que “deram o sangue na campanha” estariam sendo descartados.
Teteia afirmou que a Câmara buscará alternativas para apoiar a causa autista e outras demandas sociais, mas reiterou que não votará favoravelmente a “projetos genéricos” que possam endividar o município por décadas sem detalhamento técnico e transparência.
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