Unidade Prisional de Barreiras recebe 4 mil tilápias e fortalece o programa Bahia Sem Fome
Parceria entre SEAP e Bahia Pesca transforma o Conjunto Penal de Barreiras em polo de produção de alimentos; iniciativa garante remição de pena e pescado destinado a comunidades em situação de vulnerabilidade
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Conjunto Penal de Barreiras (CPB) consolidou, nesta semana, sua atuação como referência em ressocialização produtiva no Oeste Baiano. Com o recebimento de 4 mil alevinos de tilápia no último dia 4 de abril, a unidade iniciou um novo ciclo de produção em seus tanques de piscicultura, resultado de convênio firmado entre a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e a Bahia Pesca.
A iniciativa ultrapassa os limites da unidade prisional. Toda a produção de pescado é integrada ao programa estadual Bahia Sem Fome, voltado ao enfrentamento da insegurança alimentar. O peixe cultivado pelos internos é destinado a instituições assistenciais, garantindo proteína de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Para os internos, o projeto também representa oportunidade de formação profissional. Segundo a SEAP, a atividade oferece qualificação em aquicultura e assegura o benefício da remição de pena, mecanismo pelo qual dias trabalhados podem ser convertidos em redução do tempo de condenação.
Além dos tanques: um modelo de ressocialização multifacetado
A piscicultura integra um conjunto de ações desenvolvidas no Conjunto Penal de Barreiras voltadas à preparação dos internos para o retorno à sociedade por meio da educação, da cultura e do trabalho. Entre os destaques recentes da unidade estão:
Destaque acadêmico no ENEM: o investimento em educação formal resultou em conquistas expressivas, como a de um interno que alcançou 880 pontos na redação do ENEM, ampliando possibilidades de acesso ao ensino superior.

Fábrica de uniformes escolares: reeducandos atuam na produção de fardamentos para a rede pública estadual, adquirindo experiência em corte e costura industrial enquanto contribuem com a comunidade estudantil baiana.

Oficina de percussão: a música é utilizada como instrumento de disciplina, expressão cultural e fortalecimento dos vínculos de educação e ressocialização dentro da unidade.

Compromisso com a solidariedade: o conjunto penal mantém histórico de doações regulares de alimentos produzidos internamente. Recentemente, mais de 200 quilos de mantimentos foram destinados a instituições beneficentes locais, ampliando o alcance social das ações desenvolvidas no sistema prisional.

Talento e arte reconhecidos: a criatividade também encontra espaço na unidade, com internos premiados em eventos estaduais de arte e cultura, evidenciando o potencial transformador das atividades ressocializadoras.

Qualificação profissional contínua: além da piscicultura, cursos profissionalizantes são ofertados regularmente, permitindo que os internos desenvolvam novas competências técnicas ainda durante o cumprimento da pena.
Com a ampliação dos tanques de piscicultura e a continuidade dos projetos transversais, o Conjunto Penal de Barreiras amplia sua atuação para além da custódia, consolidando-se como espaço de integração entre segurança pública, desenvolvimento humano, políticas de solidariedade social e ressocialização.
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