Queda de Flávio Bolsonaro no Sudeste aproxima Lula da vitória em primeiro turno
Senador perde dez pontos na principal região eleitoral do país em meio ao desgaste do caso Banco Master; cenário amplia as chances de reeleição de Lula já na primeira rodada da disputa presidencial.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A queda de Flávio Bolsonaro (PL) no Sudeste abriu espaço para um cenário que até pouco tempo parecia distante: a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer a eleição de 2026 ainda no primeiro turno.
Pesquisa Atlas/Bloomberg realizada entre os dias 13 e 18 de maio mostra que o senador caiu de 41,2% para 30,7% das intenções de voto na região mais populosa do país. A perda de 10,5 pontos ocorre em meio à repercussão do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo o levantamento, 54,9% dos entrevistados consideram que os áudios divulgados representam indícios reais de irregularidades.
O instituto ouviu 5.032 eleitores e aponta que a dificuldade da direita em construir uma candidatura competitiva e unificada tem favorecido o presidente.
No cenário em que disputa diretamente contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 48,6% dos votos válidos. Como a margem de erro é de um ponto percentual, o resultado o mantém muito próximo da linha necessária para vencer sem segundo turno.
A situação se torna ainda mais confortável para o petista em uma disputa sem integrantes da família Bolsonaro. Nesse cenário, Lula alcança 52,7% dos votos válidos, índice suficiente para encerrar a eleição na primeira rodada.
Dificuldades no Sudeste
Os números aumentam a preocupação dentro do PL, especialmente no Sudeste. No Rio de Janeiro, principal reduto eleitoral do bolsonarismo, a desistência do governador Cláudio Castro de liderar o processo sucessório enfraqueceu a articulação local.
Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) segue como uma liderança consolidada da direita e disputa o mesmo eleitorado que o bolsonarismo tenta manter sob sua influência.
O levantamento mostra que, sem um candidato da família Bolsonaro na disputa, os votos conservadores tendem a se dividir principalmente entre Zema e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), dificultando a formação de uma candidatura capaz de concentrar apoio nacional.
Cenário 1 – Lula x Flávio Bolsonaro
Candidato | Votos válidos |
| Lula (PT) | 48,6% |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 35,5% |
| Renan Santos (MBL) | 7,1% |
| Romeu Zema (Novo) | 5,4% |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 2,8% |
| Outros | 0,6% |
Cenário 2 – Sem candidato da família Bolsonaro
Candidato | Votos válidos |
| Lula (PT) | 52,7% |
| Romeu Zema (Novo) | 19,2% |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 15,6% |
| Renan Santos (MBL) | 9,0% |
| Outros | 3,5% |
Cenário 3 – Lula x Michelle Bolsonaro
Candidato | Votos válidos |
| Lula (PT) | 49,3% |
| Michelle Bolsonaro (PL) | 24,5% |
| Romeu Zema (Novo) | 10,5% |
| Renan Santos (MBL) | 8,2% |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 6,3% |
| Outros | 1,2% |
O levantamento foi realizado pelo instituto Atlas/Bloomberg entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. Foram ouvidos 5.032 entrevistados por meio da metodologia Atlas RDR (Recrutamento Digital Aleatório). A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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