Falha do Consórcio Barreiras no envio de medições à Seinfra trava pagamentos e motiva protesto no aeroporto
Enquanto prestadores de serviço enfrentam meses de atraso, cronograma do governador Jerônimo Rodrigues prevê entrega da nova pista já para outubro deste ano.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em entrevista concedida ao repórter Gil Rocha, da Rádio Oeste FM, proprietários de caçambas e máquinas que prestam serviço nas obras do Aeroporto de Barreiras relataram, nesta segunda-feira (20), uma paralisação das atividades motivada por atrasos nos pagamentos que já chegam a quatro meses.
O entrave financeiro é atribuído a uma falha administrativa do Consórcio Barreiras: o atraso no envio das medições de serviço à Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra). Sem essa documentação, que atesta as etapas concluídas, o Governo do Estado fica impedido legalmente de liberar os repasses.
O cenário de mobilização no canteiro de obras ocorre em meio às metas estabelecidas pelo Executivo Estadual. Recentemente, o governador Jerônimo Rodrigues reafirmou que a previsão de entrega da nova pista do aeroporto é para outubro de 2026, com o novo terminal de passageiros planejado para 2027. Contudo, o atual impasse documental do consórcio gera incertezas sobre o ritmo dos trabalhos e impacta a saúde financeira das empresas terceirizadas.
Impacto operacional e financeiro
A interrupção das atividades reflete a dificuldade das empresas em manter a logística e o fluxo de trabalho sem a devida contrapartida financeira. Walter Alves, um dos prestadores afetados, destacou que a falta de acesso regular ao canteiro e a ausência de um cronograma de pagamentos tornam a continuidade do serviço insustentável.
“Trabalhamos dentro de um cronograma rigoroso e, neste momento, precisamos de uma definição para retomar as atividades com segurança”, afirmou.
O prejuízo acumulado pesa sobre os ombros de quem opera na ponta do projeto. Antônio Nilson, que se deslocou de Dom Basílio (a 500 km de distância) para atuar na obra, relatou um saldo devedor de R$ 114 mil.
Com 60 dias de serviços prestados sem o recebimento correspondente, ele pontuou as dificuldades em manter a estadia e os custos básicos de operação longe de casa.
Gargalo Administrativo
A regularização da obra depende diretamente da atualização da papelada técnica por parte do Consórcio Barreiras junto à Seinfra. Como o fluxo de caixa é vinculado à validação estatal, a ausência das medições interrompe toda a cadeia de pagamentos. Rosane Pereira, que aguarda o recebimento de R$ 70 mil, ressalta que as notas fiscais já foram emitidas, gerando obrigações tributárias para as empresas, mesmo sem a entrada dos recursos.
“A previsão foi postergada para agosto, mas o custo operacional com funcionários e combustível é imediato”, explicou.
Os manifestantes buscam uma interlocução direta para que o Consórcio Barreiras agilize o envio das medições e apresente um plano de quitação das pendências. O objetivo é evitar que a paralisação se prolongue, afetando o cronograma geral do aeroporto. Até o momento, os responsáveis pelo Consórcio não emitiram nota oficial sobre as providências administrativas que serão tomadas para sanar o atraso documental junto à Seinfra.
Caso de Política | A informação passa por aqui.
#Barreiras #AeroportoDeBarreiras #OesteBaiano #Seinfra #JeronimoRodrigues #Infraestrutura #RadioOesteFM #EconomiaBaiana






