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Quando o abuso vira espetáculo: a impunidade digital que lucra com a dor dos animais

Caso de Política 25 de agosto de 2025 5 minutos de leitura
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Enquanto o país discute a regulação das redes sociais, um fenômeno silencioso e devastador cresce sem controle: vídeos de abuso e tortura animal circulam livremente nas plataformas digitais, gerando lucro para as big techs e escancarando uma grave lacuna legal.

Investigação e exposição do abuso animal nas redes

Desde 2020, a Social Media Animal Cruelty Coalition (SMACC) analisa conteúdos de crueldade e abuso de animais postados nas principais plataformas digitais, como o YouTube, Facebook, Instagram e TikTok. Em cinco relatórios publicados, foram catalogados mais de 8.800 vídeos contendo abuso animal, que juntos ultrapassam 30,5 bilhões de visualizações. O levantamento documenta mais de 37 tipos de abuso envolvendo 97 espécies – a maioria delas mantidas como animais domésticos, e 65% em risco de extinção, como orangotangos e tigres.

Entre os conteúdos mais chocantes estão mutilações, queimaduras, esmagamentos e abusos físicos e psicológicos prolongados. Macacos e gatos figuram entre as principais vítimas. Um formato frequente é o dos chamados “resgates falsos”, em que os autores submetem animais a situações de sofrimento para simular salvamentos heroicos e conquistar engajamento.

A SMACC descreveu algumas cenas e casos perturbadoras no seu relatório “Teasing as Torture”:

“…um filhote de macaco, com os braços presos dentro de uma roupa apertada, foi filmado tentando se mover, caindo frequentemente de cabeça. Por fim, deram-lhe pimentas, que ele tentou comer usando os pés.”

“Esses filhotes são vulneráveis e indefesos, tendo sido retirados e privados de suas mães. São facilmente manipulados e provocados, estando completamente – e de forma inadequada – dependentes de seus sequestradores humanos.”

Em um único canal do YouTube, com foco em manter animais selvagens como domésticos e submetê-los a situações constrangedoras, foram registrados mais de 5 milhões de inscritos e 756 milhões de visualizações.

Lucro com a crueldade

Muitos desses vídeos não só permanecem online como são monetizados, incentivando a produção de mais conteúdo. Segundo estimativas da organização Lady Freethinker, o YouTube faturou cerca de US$ 12 milhões em apenas três meses com vídeos de crueldade animal, enquanto pagou cerca de US$ 15 milhões aos criadores. O ciclo de violência tornou-se altamente lucrativo nestas grandes plataformas digitais.

Consequências psicológicas e sociais

Uma matéria do The Guardian alerta que o conteúdo violento online – incluindo cenas de crueldade contra animais – tornou-se praticamente inevitável para crianças britânicas, muitas delas expostas a esse tipo de material ainda no ensino fundamental.

Para além da inadmissível violência contra os animais, a exposição precoce de crianças e adolescentes a esses vídeos traz consequências graves tanto para o desenvolvimento individual quanto para a sociedade.

Pesquisas indicam que assistir a cenas de abuso animal normaliza comportamentos violentos, aumentando em até oito vezes a probabilidade de crianças praticarem maus-tratos. A relação entre crueldade animal na infância ou adolescência e violência contra pessoas na vida adulta está amplamente documentada.

Uma análise que reuniu 87 estudos concluiu que jovens que maltratam animais têm risco significativamente maior de cometer crimes contra seres humanos no futuro, corroborando teorias como a generalização da delinquência e a aprendizagem social, que apontam para a reprodução de padrões de violência ao longo da vida.

Reflexos no Brasil

No país, diversos casos recentes envolvendo adolescentes que praticaram tortura animal – alguns deles transmitidos ao vivo no Discord – expõem os caos mais cruéis de que se tem notícia aqui no país. Análise de comentários e alguns relatos revelaram que grupos privados no Discord utilizam vídeos de crueldade animal encontrados no YouTube e Facebook para recrutar novos membros e inspirar novos atos.

Bruce Vaz, de 24 anos, torturava animais online e se dizia defensor da vida. Foto: Ciberlab/O Globo

É preciso responsabilizar as plataformas digitais

No cenário internacional, o Reino Unido avançou com o Online Safety Act. Em agosto de 2024, uma consulta pública propôs classificar imagens e vídeos de crueldade animal como conteúdo ilegal prioritário, obrigando plataformas a avaliar riscos, remover material rapidamente e prevenir sua disseminação.

No Brasil, o debate caminha mais lentamente. O PL 2628/2022 – conhecido como PL da Adultização após a repercussão do vídeo do influencer Felca – foi aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira, dia 20 de agosto, e agora segue para o Senado. O projeto visa proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, mas não contempla conteúdos de crueldade animal. A inclusão de emendas no Senado que tratem dessa lacuna seria um passo essencial para alinhar a legislação à gravidade do problema.

Paralelamente, nesta sexta-feira, dia 22 de agosto, o governo se reuniu com representantes das big techs para discutir a regulamentação das redes sociais. O objetivo é enviar um projeto ao Congresso nas próximas semanas, abrindo espaço para incorporar a proteção animal no debate.

Uma corrida contra o tempo

A circulação de vídeos de crueldade animal não é apenas retratada, mas produzida especificamente para as redes sociais. Para além da violência extrema contra os animais, esse conteúdo contribui para a dessensibilização de jovens e estimula práticas violentas, inclusive contra seres humanos.

O Brasil tem agora a chance de assumir protagonismo internacional, unindo proteção infantil, direto animal, responsabilidade corporativa e coerência legislativa. Ignorar esse problema é deixar uma porta aberta para a perpetuação da violência.

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