Fim do isolamento Comissão de Transporte dá ultimato à Prefeitura por caos nos ônibus em Barreiras
Vereadores Rider Castro, Adriano Stein e Zé do Sorvete denunciam “colapso clínico” do sistema e exigem subsídio emergencial para retorno imediato das linhas rurais
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Comissão de Transporte da Câmara Municipal de Barreiras, liderada pelos vereadores Rider Castro (presidente), Adriano Stein e Zé do Sorvete, subiu o tom contra o Poder Executivo durante audiência pública nesta quarta-feira (29). Os parlamentares classificaram a interrupção do serviço como um atentado ao direito de ir e vir e deram um ultimato à gestão municipal para que intervenha no sistema, garantindo o retorno das linhas que deixaram comunidades rurais em isolamento total há mais de 30 dias.
Rider Castro: “morte clínica” do sistema
O presidente da comissão, Rider Castro, foi enfático ao descrever o estado do transporte coletivo como um “paciente na UTI”. Segundo Castro, a omissão da prefeitura em mediar o conflito com a Viação Cidade de Barreiras (VCB) agravou uma crise que já era previsível.
“O isolamento de Rio de Pedras, Campo Erê e do Cinturão Verde é inadmissível. Não podemos esperar mais 45 dias por um diálogo que deveria ter sido imediato. O povo está pagando o preço de uma febre que não foi tratada no início”, disparou o parlamentar.
Adriano Stein: Foco na solução financeira
Para o vereador Adriano Stein, a solução passa obrigatoriamente pelo subsídio público das linhas deficitárias. Ele sugeriu que a prefeitura assuma os custos operacionais das rotas do Bezerro e Vale da Boa Esperança como medida de urgência.
“Se o município alega que não pode resolver tudo agora, que pelo menos garanta o retorno dessas linhas rurais. O sofrimento de quem precisa do transporte para saúde e trabalho não pode esperar pela saúde financeira da empresa”, pontuou Stein.
Zé do Sorvete: mobilização popular
O vereador Zé do Sorvete destacou a resistência dos moradores de comunidades como Mantiqueira e Boqueirão, que lotaram o plenário.
“Nossa função é fiscalizar e garantir que a voz de quem vive nos povoados seja ouvida. A prefeitura não pode fechar os olhos para o trabalhador rural que ficou sem meio de transporte para vender sua produção na cidade”, afirmou, reforçando o compromisso da comissão em não aceitar o retrocesso nos serviços.
Contestação e denúncias de risco
Durante os debates, a comissão acompanhou o duro embate entre a sociedade civil e os representantes da gestão. Enquanto o secretário de Infraestrutura, Bruno José, sugeria que a tarifa técnica deveria ser de R$ 7,00 – fala rebatida pelo vereador João Felipe como falta de prioridade -, a população relatava cenas de terror. Estudantes da UFOB lembraram o incêndio de um ônibus em via pública, e representantes de pessoas com deficiência denunciaram quedas e humilhações causadas por elevadores sucateados em veículos que chegam a 17 anos de uso.
A audiência terminou com a promessa de desdobramentos imediatos junto ao Ministério Público para forçar a prefeitura a cumprir o contrato de concessão e restabelecer o serviço em toda a extensão do município.
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