Recebi relatos de que, no Mucambo, motoristas mandam trabalhadores descerem no meio do caminho à noite se houver poucos passageiros, denuncia a parlamentar
Vereadora contesta alta do diesel como justificativa, revela que passageiros são abandonados no meio do trajeto à noite e afirma que solução do caos depende da “caneta do Executivo”
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Delmah Pedra apresentou um posicionamento incisivo durante a audiência pública realizada nesta quarta-feira (29), na Câmara Municipal de Barreiras, ao classificar a atual crise do transporte coletivo como uma “falha direta de gestão”. Em sua fala, a parlamentar rebateu as justificativas financeiras da concessionária, denunciou maus-tratos contra trabalhadores e reforçou que a responsabilidade legal de resolver o colapso do sistema recai exclusivamente sobre o Poder Executivo.
Contestação sobre o preço do Diesel
Delmah Pedra questionou o argumento central da Viação Cidade de Barreiras (VCB) e da Prefeitura sobre o impacto do preço dos combustíveis. Segundo a vereadora, as desonerações de impostos promovidas pelos governos Federal e Estadual deveriam ter aliviado os custos operacionais.
“O Governo Federal baixou impostos e a Bahia agiu para segurar o preço do diesel. Se o valor na bomba não diminuiu em Barreiras, a Prefeitura tem o dever de fiscalizar os postos através do Procon. Não se pode assistir ao colapso de braços cruzados”, afirmou.
Denúncia de abandono de passageiros no Mucambo
Um dos pontos mais críticos do discurso da parlamentar foi a revelação de denúncias recebidas de moradores do povoado do Mucambo. Segundo os relatos, o último ônibus da noite não estaria completando o trajeto quando circula com poucos passageiros.
“É desumano. Estão mandando o trabalhador descer no meio do caminho, à noite, por pura conveniência da empresa. Isso é quebra de contrato e uma humilhação inaceitável com quem paga caro pela passagem”, denunciou Delmah.
Responsabilidade do Poder Executivo
A vereadora foi enfática ao separar as atribuições institucionais, rechaçando qualquer tentativa de transferir a culpa da crise para o Legislativo. Para Delmah, embora a Câmara fiscalize e economize, a gestão do contrato e a decisão de investir no sistema dependem da “caneta do prefeito”.
“Transporte não é luxo nem favor, é dignidade e direito de ir e vir. Se a frota está sucateada e as linhas paralisadas, o erro é de quem governa e não fiscaliza cada vírgula da concessão. O povo exige o serviço pelo qual paga”, concluiu a vereadora, cobrando que a Prefeitura reorganize o orçamento para priorizar o transporte essencial.
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