Operação Khalas desarticula esquema de R$ 400 mi em combustíveis
Ação cumpriu mandados em Salvador, Feira, Camaçari e Candeias; fraude envolvia desvio de nafta e solventes para misturas clandestinas.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Khalas, resultando na prisão preventiva de três pessoas – entre elas um servidor público estadual. A investigação mira uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, com rombo estimado em R$ 400 milhões. O nome da operação, de origem árabe, significa “chega” ou “acabou”, reforçando o objetivo das autoridades de dar um ponto final definitivo à organização.
Mandados e afastamentos

Além das três prisões, a força-tarefa cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. No município de Candeias, a Justiça determinou o afastamento imediato de dois servidores públicos municipais de suas funções.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), Polícia Civil e Secretaria da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo pagava vantagens indevidas a servidores públicos para obter proteção e facilidades. O esquema ocultava a importação de insumos químicos, como nafta e solventes, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como “batedeiras”.
Desdobramento e núcleo financeiro
A Operação Khalas é um desdobramento direto da Operação Primus, deflagrada em outubro de 2025. O foco atual é desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa. A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPBA), pela Inspetoria Fazendária (Infip/Sefaz) e pelo Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos (Neccot/Draco), da Polícia Civil.
Mobilização da Força-Tarefa
O balanço parcial da operação confirma a mobilização de:
- 08 promotores de Justiça
- 26 delegados de Polícia;
- 90 policiais civis
- 10 policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz);
- 02 servidores do Fisco Estadual
- 08 servidores do MPBA.
Mais detalhes sobre as apreensões e o organograma da fraude serão apresentados em coletiva de imprensa oficial às 11h, na sede do Ministério Público da Bahia, em Salvador.
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