Como Danilo Henrique podou Allan do Allanbick e sabotou a união do Oeste
Foto: Ascom Danilo Henrique
Ao tentar vender uma aura de pacifismo em entrevista ao programa Impacto, o pré-candidato ignora o projeto de união regional de Junior Marabá e Jader Borges, além de ocultar o atropelo sobre a pré-candidatura de Allan do Allanbick.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O marketing político de Danilo Henrique (MDB) parece apostar na memória curta do eleitorado do Oeste baiano. Durante entrevista concedida ao radialista Marcelo Ferraz, no programa Impacto (Rádio Oeste FM), o pré-candidato apresentou uma versão cuidadosamente lapidada por sua assessoria – um roteiro distribuído previamente à imprensa que tenta transfigurar seu rompimento com o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, em um suposto ato de “pureza ética”.
Contudo, a narrativa de que o emedebista se afastou por se recusar a atacar adversários é um castelo de cartas que desmorona diante de uma “puxada de tapete” histórica e documentada: a podagem deliberada da pré-candidatura do vereador Allan do Allanbick. Para sustentar o teatro de que sua postulação à Câmara Federal surgiu por uma suposta falta de opções no grupo, Danilo Henrique precisou apagar o passado recente.
Em outubro de 2025, Allan do Allanbick já figurava como o nome consolidado do MDB para a disputa, desfrutando de trânsito livre na cúpula partidária em Salvador e do respaldo do Governo Federal, conforme registrado pelo Portal Caso de Política. Fica claro que o ex-secretário de LEM não herdou um vácuo político; ele o criou, atropelando um aliado legítimo para garantir que os holofotes se voltassem exclusivamente a si, ignorando o projeto de união regional defendido por lideranças como Junior Marabá e o analista Jader Borges.
Essa estratégia de “subir degraus derrubando a escada” é o que realmente explica o racha com o grupo de Luís Eduardo Magalhães. Enquanto Junior Marabá projeta o Oeste como uma potência política baseada na convergência de forças, Danilo prefere o isolamento de um projeto personalista. Esse divórcio político tenta atingir inclusive a pré-candidatura de Cinthya Marabá à Assembleia Legislativa, que surge como parte fundamental dessa engrenagem de fortalecimento regional. O pretexto de Danilo de que rompeu para “preservar a história das lideranças” soa como uma ironia amarga vinda de quem acaba de silenciar as aspirações de um colega de partido e virar as costas para um projeto de unificação do Oeste.
Somada à deslealdade com Allan do Allanbick, a suposta postura pacifista de Danilo é desmentida pelo próprio comportamento bélico. Longe de evitar confrontos, o pré-candidato protagoniza embates agressivos, a exemplo da demanda judicial que trava contra Zito Barbosa, elevando a temperatura política de Barreiras ao campo policial. Ora, se o discurso prega o respeito, por que sua assinatura estampa petições de ataque frontal a adversários? É o pacifismo de conveniência, que só existe enquanto os microfones estão abertos.
Esse padrão de “abandonar aliados na curva” já é uma digital conhecida de sua trajetória. O episódio em que deixou a aliada Scheilla de Souza isolada, resultando na perda da presidência do PP de LEM em apenas 48 horas, serve de lembrete sobre sua fidelidade volátil.
Ao tentar vender independência ao experiente radialista Marcelo Ferraz e aos ouvintes da rádio, Danilo Henrique entrega, na verdade, um isolamento perigoso. Com sua viabilidade eleitoral sob a “guilhotina” partidária e a pressão de nomes consolidados, Danilo Henrique descobre que, na política do Oeste, quem poda em excesso a própria base e ignora a união regional pregada por Junior Marabá e Jader Borges, acaba, inevitavelmente, sem solo firme para sustentar o palanque.
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