Na Rádio Vale FM, Júnior Marabá desafia o atraso de 20 anos e projeta o Oeste como potência política
Prefeito de Luís Eduardo Magalhães expõe descaso com a BR-020, detalha revolução na gestão municipal e defende Cinthya Marabá como voz necessária para a união regional citando LEM, Barreiras e São Desidério.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um diálogo franco com o radialista Cácio Rozendo, durante o programa Ronda da Cidade na Rádio Vale FM nesta sexta-feira (10), o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, ao lado de Jader Borges, confrontou o que chamou de “ciclo de promessas vazias” que há duas décadas trava o desenvolvimento do Oeste baiano.
Marabá defendeu que a região não pode mais ser tratada apenas como um motor econômico periférico, exigindo um protagonismo político proporcional à riqueza que gera para o estado. O prefeito foi incisivo ao afirmar que a pré-candidatura de Cinthya Marabá à Assembleia Legislativa é o pilar de uma articulação regional inédita, visando unir as forças de Luís Eduardo, Barreiras e São Desidério para preencher o vácuo representativo que mantém pautas históricas estagnadas em Salvador.
A gravidade do descaso logístico foi um dos pontos altos da entrevista, especialmente no que tange à duplicação da BR-020. Júnior Marabá elevou o tom de cobrança ao conectar a demanda a uma tragédia pessoal, transformando o pleito técnico em uma causa humanitária.
“Eu perdi meu pai e minha mãe em um acidente em uma via onde não tinha acostamento. Eu sei a dor da perda e não aceito mais esperar. A duplicação entre Luís Eduardo e Barreiras é para salvar vidas, não é apenas uma questão de asfalto”, desabafou.
O prefeito também apontou os gargalos na matriz energética que impedem a industrialização de São Desidério e a saturação do Hospital do Oeste (HO), criticando lideranças que “passeiam na capital” enquanto a região sofre com deficiências estruturais básicas.
Sobre o choque de gestão aplicado em Luís Eduardo Magalhães, Marabá destacou que a eficiência administrativa é o que permite realizar em quatro anos o que não foi feito em vinte.
“Dinheiro não aceita desaforo. Nossa folha de pagamento hoje é de 38%, mantendo o rigor fiscal enquanto vemos municípios estourando o limite prudencial sem entregar o básico. Fechamos o lixão, pavimentamos bairros e abrimos 22 postos de saúde”, disparou.
Na educação, o destaque foi para a implantação de escolas bilíngues e o programa de desjejum para 22 mil alunos, garantindo uniforme completo, tênis e material escolar.
“Dignidade se dá da porta da escola para dentro. O filho do trabalhador em LEM hoje tem as mesmas condições que qualquer outro, porque entendemos que nutrição e material de qualidade são a base da justiça social”, pontuou.
Jader Borges, atuando na coordenação estratégica, ampliou a provocação ao questionar a legitimidade da atual representação parlamentar da região. Segundo Jader, Cinthya Marabá traz o pulso firme e a sensibilidade social necessários para romper com o marasmo legislativo, citando o trabalho dela na Secretaria de Cidadania com mães solo e famílias em vulnerabilidade.
“Ou a gente ocupa esse espaço com quem tem coragem, ou ele continuará sendo ocupado por quem não tem compromisso real com o Oeste. Cinthya provou que sabe humanizar a gestão pública. O povo cansou de lideranças que prometem a cada quatro anos e não entregam resultados palpáveis”, afirmou Jader, reforçando que a união entre as cidades vizinhas é o único caminho para consolidar o Oeste como uma força política inabalável.
Ao encerrar a entrevista, Júnior Marabá selou seu posicionamento no tabuleiro político ao reafirmar as alianças com ACM Neto e Flávio Bolsonaro, justificando que o grupo busca parceiros que respeitem a identidade e o potencial da região. O prefeito ressaltou que o “ritmo de entrega” de Luís Eduardo deve servir de padrão para todo o Oeste.
“Nós mostramos que o que diziam ser impossível era, na verdade, falta de gestão e respeito com o cidadão. O Oeste não quer mais migalhas; quer o investimento que faz jus à sua grandeza econômica”, concluiu, consolidando a entrevista na Rádio Vale FM como um marco de rompimento com o passado político da região.
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