Avanço do vírus sincicial respiratório acende alerta em todo o Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Boletim da Fundação Oswaldo Cruz aponta աճ de casos em estados e reforça risco para bebês, idosos e imunossuprimidos
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O aumento dos casos de vírus sincicial respiratório (VSR) tem colocado autoridades de saúde em estado de atenção no Brasil. Boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica cenário de alerta, alto risco ou risco para formas graves de síndromes gripais em 18 estados e no Distrito Federal, sendo que ao menos 13 dessas unidades apresentam tendência de crescimento nas próximas semanas.
Entre o fim de março e o início de abril, os dados mostram predominância do rinovírus (40,8%), seguido por Influenza A (30,7%) e pelo próprio VSR (19,9%), que preocupa especialmente por seu impacto em crianças pequenas e idosos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o VSR é altamente contagioso e afeta o sistema respiratório, podendo provocar desde sintomas leves até quadros graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Em bebês, é uma das principais causas de bronquiolite e internações hospitalares.
A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, contato direto com pessoas infectadas ou por superfícies contaminadas. Os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de um resfriado comum – como coriza, tosse e febre -, mas podem evoluir para dificuldades respiratórias, especialmente em grupos de risco.
Entre os mais vulneráveis estão crianças menores de 2 anos, principalmente bebês com menos de seis meses, prematuros, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida.
Não há tratamento específico para o vírus. O manejo é feito com medidas de suporte, como hidratação, controle da febre e, nos casos mais graves, internação com suporte de oxigênio.
No campo da prevenção, medidas simples seguem sendo fundamentais: higienização frequente das mãos, evitar contato com pessoas doentes, manter ambientes ventilados e reduzir a exposição de grupos vulneráveis a aglomerações.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação do uso da vacina Arexvy, que agora pode ser aplicada em adultos a partir de 18 anos na rede privada. O imunizante, inicialmente liberado apenas para maiores de 60 anos, protege contra doenças respiratórias inferiores causadas pelo vírus.
No Sistema Único de Saúde (SUS), gestantes já podem receber vacina para proteger os bebês nos primeiros meses de vida, por meio da transferência de anticorpos durante a gestação. Além disso, recém-nascidos com maior risco poderão contar com anticorpos monoclonais, como o nirsevimabe, que oferece proteção prolongada com dose única.
Diante do avanço dos casos, autoridades reforçam a importância da vigilância e da prevenção, sobretudo neste período de maior circulação de vírus respiratórios no país.
Caso de Política | A informação passa por aqui.
#VSR #Saúde #Fiocruz #DoençasRespiratórias #AlertaDeSaúde #Bronquiolite #Influenza #Prevenção #SUS #Vacinação








