Demografia em transformação Por que o Brasil tem cada vez menos homens
Novos dados do IBGE revelam que as mulheres já representam a maioria da população, impulsionadas pela maior longevidade e pela alta mortalidade masculina precoce
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O perfil demográfico brasileiro está passando por uma mudança profunda e consolidada. De acordo com os levantamentos mais recentes da PNAD Contínua, realizados pelo IBGE, o “hiato de gênero” no país acentuou-se em 2025: atualmente, existem apenas 95,1 homens para cada grupo de 100 mulheres. Esse fenômeno coloca a população feminina em uma fatia de 51,2% do total nacional, deixando os homens com 48,8%.
O ponto de virada: A partir dos 30 anos
Embora o nascimento de homens ainda supere o de mulheres – garantindo a maioria masculina na faixa até os 24 anos -, o equilíbrio se perde rapidamente com o passar do tempo. Entre os 25 e 29 anos, os números se equalizam, mas é a partir da terceira década de vida que o cenário muda drasticamente. A partir dos 30 anos, as mulheres tornam-se maioria em todas as faixas etárias subsequentes.
Essa disparidade é ainda mais visível na terceira idade. Entre brasileiros com mais de 65 anos, a proporção despenca para apenas 75,9 homens para cada 100 mulheres. Em estados como o Rio de Janeiro, a diferença é ainda mais aguda, com apenas 70 homens para cada 100 mulheres na população idosa.
As causas: Violência e envelhecimento
O IBGE aponta que a principal razão para esse “sumiço” masculino é a mortalidade prematura. Homens morrem mais cedo e com mais frequência por causas externas, como acidentes de trânsito e violência urbana (homicídios). Para se ter uma ideia da gravidade, na faixa dos 20 aos 24 anos, ocorrem 371 mortes masculinas para cada 100 femininas.
Somado a isso, o Brasil vive um acelerado processo de envelhecimento. Em 2025, o grupo de pessoas com 60 anos ou mais saltou para 16,6% da população. Como as mulheres possuem uma expectativa de vida maior, essa transição demográfica naturalmente amplia a predominância feminina no país.
Exceções regionais
Apesar da tendência nacional, o mapa brasileiro apresenta variações. Estados com forte presença do agronegócio e da mineração, como Tocantins e Mato Grosso, ou que recebem grandes fluxos migratórios para atividades específicas, ainda registram uma proporção maior de homens, mostrando que a economia local ainda dita o movimento populacional em certas regiões.
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