“Não somos contra o empréstimo, mas exigimos transparência”, afirmam vereadores de Barreiras
Em entrevista ao Blog do Sigi Vilares, parlamentares condicionam aprovação de R$ 140 milhões ao detalhamento técnico das obras e alertam para riscos fiscais ao município.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em entrevista concedida ao jornalista Sigi Vilares nesta sexta-feira (22), na cidade de Ibotirama, o presidente da Câmara de Barreiras, Yure Ramon, acompanhado dos vereadores Allan do Allanbick e Carmélia da Matta, reafirmou que o Legislativo não se opõe ao desenvolvimento da cidade. Contudo, o grupo exige que a Prefeitura apresente projetos detalhados antes da votação do empréstimo de R$ 140 milhões.
Os parlamentares defendem que a responsabilidade com o erário impede a aprovação de recursos sem a devida especificação de metas e custos.
O presidente da Casa, Yure Ramon, destacou que a fiscalização deve ir além da infraestrutura básica, prevendo também a manutenção dos serviços.

“Ao analisarmos projetos como a Casa do Autista, sabemos que o custo mais elevado não reside apenas na construção física, mas na aquisição de equipamentos e na operação do serviço. É indispensável que tenhamos total responsabilidade com os recursos públicos”, afirmou.
Yure também demonstrou preocupação com o histórico de obras inacabadas:
“No passado, um empréstimo foi solicitado sob a justificativa de concluir o hospital municipal, mas a obra não foi terminada. Agora, pede-se um novo montante para a mesma finalidade. Quem garante que este novo recurso assegurará a conclusão definitiva?”, questionou.
O vereador Allan do Allanbick reforçou que o foco do mandato deve ser o resultado prático para a comunidade, independentemente de alianças políticas.

“Trabalhamos para ajudar o município de Barreiras e sou firme em meu posicionamento: não importa a origem do benefício ou a qual grupo político pertença; meu compromisso é que a população seja efetivamente contemplada com as melhorias”, declarou Allan, destacando que a articulação dos vereadores junto a outras esferas já tem garantido obras importantes, como a pavimentação de estradas rurais.
A vereadora Carmélia da Matta encerrou as falas alertando para a ausência de embasamento técnico no projeto enviado pelo Executivo e o perigo de endividamento a longo prazo.

“O projeto enviado à Câmara carece de parecer técnico e não especifica como os recursos serão aplicados. Além disso, utiliza o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia, o que pode comprometer seriamente as finanças da próxima gestão”, alertou.
A parlamentar foi enfática sobre sua posição no plenário:
“Não votarei em um projeto de R$ 140 milhões que careça de clareza ou que não priorize exclusivamente o interesse do povo. Meu compromisso é com a transparência e a responsabilidade fiscal”.
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