O Sábado de Ataques em Barreiras Desespero e correria contra o relógio revelam os bastidores do empréstimo de R$ 140 milhões
A ofensiva digital disparada contra Allan e Yure tenta mascarar o isolamento de Otoniel, o endividamento recorde de 94,56% e a total incapacidade de articulação política da atual gestão.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A manhã deste sábado (23) trouxe à tona o que analistas de bastidores definem como o “clímax do desespero” da gestão do prefeito Otoniel Teixeira e do ex-prefeito Zito Barbosa. A circulação coordenada de um “card” apócrifo atacando frontalmente os vereadores Allan do Allanbick e Yure Ramon é mais que uma peça de ataque; é o sintoma de um governo que vê o cronômetro eleitoral e fiscal apertar em um cenário de “terra arrasada”.
O Abismo dos 94,56%: A confissão que o governo esconde
A tentativa de carimbar o vereador Allan do Allanbick, relator da Comissão de Finanças, como “inimigo do progresso” esbarra em um obstáculo intransponível: os números da própria prefeitura. No relatório oficial do 4º quadrimestre, a gestão confessou que Barreiras atingiu o topo do endividamento na Bahia, comprometendo 94,56% de sua Receita Corrente Líquida (RCL).

O passivo, que já beira o bilhão de reais, tem um peso específico: o não pagamento sistemático de encargos previdenciários (INSS). Esse descontrole colocou a cidade em alerta máximo no Tesouro Nacional, com risco iminente de rebaixamento para a “Nota C” (CAPAG C). Caso isso ocorra, a União retira as garantias e o município fica legalmente impedido de contratar novos créditos. Por isso a pressa em tentar empurrar o empréstimo de R$ 140 milhões “no susto”, antes que a certidão de mau pagador chegue de Brasília. Boa parte desta dívida, tem origem pelo não repasse ao INSS do desconto feito no contra-cheque dos servidores municipais.
Relatório de Gestão Fiscal expõe insolvência e estouro da LRF
O desespero governista também se explica pelo estouro nos gastos com pessoal, que atingiu 50,60%, rompendo o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal. As ondas de exonerações, além de perseguição política, são uma tentativa desesperada de “maquiar” as contas para tentar viabilizar o crédito bancário.
Hipólito: visionário ou profeta do caos?
Nesse cenário, o racha na base não caiu do céu. É o desfecho do vaticínio feito em novembro de 2025 pelo experiente vereador e então líder do governo, Hipólito dos Passos de Deus:
“O prefeito Otoniel não tem base nesta Casa”.
Ao ignorar o aviso de Hipólito e apostar na chamada ‘política da chibata’ uma manobra agressiva de exoneração em massa de servidores vinculados a indicações parlamentares -, o prefeito Otoniel Teixeira tentou usar o sustento de dezenas de famílias como ferramenta de coerção. O objetivo era claro: asfixiar politicamente os vereadores e forçar, através da chantagem administrativa, os votos necessários para aprovar o empréstimo de R$ 140 milhões.
Contudo, a estratégia revelou-se um erro tático fatal, que em vez de garantir apoio, selou o isolamento definitivo do Executivo e transformou antigos aliados em críticos ferrenhos. O desgaste é tamanho que até o vice-prefeito, Túlio Viana, figura historicamente habilidosa e presença certa para defender as teses da gestão, recolheu-se estrategicamente à Procuradoria Municipal, buscando distância da linha de frente de um governo em crise.
Yure Ramon e o peso da caneta: Prudência, não Sabotagem
A narrativa de que o presidente Yure Ramon “trava” a cidade ignora o bê-á-bá do Legislativo e as travas da própria lei. Pelo Art. 33 do Regimento Interno, a presidência deve zelar pela maturação das matérias. Além disso, o governo corre contra o Artigo 42 da LRF, que proíbe contrair despesas nos últimos oito meses de mandato sem disponibilidade financeira em caixa.
Ao não pautar um projeto sem planilhas, Yure exerce prudência institucional. Enquanto o governo gasta energia com ataques, o presidente apresenta gestão: o asfalto da BA-827 (Povoado da Liberdade) e melhorias na região do Rio Branco são frutos de sua articulação direta com o Estado – progresso com “dinheiro novo”, sem endividar o município. Sob sua condução, a Câmara ainda garantiu valorização real aos servidores, com 10% de aumento em 2025 e 2026, mostrando o contraste entre quem planeja e quem apenas pede emprestado.
A matemática é exata: o governo não sabe somar 10
Na política, quem não tem argumentos técnicos apela para o barulho. A falta de transparência sobre os R$ 140 milhões levou o governo a terceirizar a pressão para manifestantes passionais, resultando em cenas de “barraco” nas galerias.
Mas gritos não substituem a matemática parlamentar. Se o prefeito quer o dinheiro, a Lei Orgânica (Art. 88) exige ao menos 10 votos. Se ele possui apenas 6 ou 7 fiéis e enfrenta um bloco de 12 a 13 parlamentares independentes, a falha é exclusivamente de sua articulação. Tentar culpar quem fiscaliza é uma estratégia que subestima a inteligência da população de Barreiras.
Veredito
O governo Otoniel/Zito tenta vender a narrativa de “perseguição política” para esconder o fracasso político anunciado por Hipólito há meses. Yure Ramon e Allan do Allanbick hoje funcionam como o freio de arrumação necessário para que a Capital do Oeste não seja entregue à insolvência e ao rebaixamento técnico pelo Tesouro Nacional. O povo não quer ataques; quer a verdade que a prefeitura evita dizer.
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