Cartaz da campanha Fim da Violencia contraa Mulher 1
Denúncias cresceram 17,4% em 2025; violência psicológica lidera registros e mulheres negras concentram 43% das vítimas
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério das Mulheres divulgou, nesta quarta-feira (15), o balanço anual da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, revelando que o serviço realizou 1.088.900 atendimentos em 2025, um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
Do total, foram formalizadas 155.111 denúncias de violência, o equivalente a uma média de 425 casos por dia. Os dados reforçam que o ambiente doméstico permanece como o principal local de risco: quase 70% das agressões ocorreram dentro de residências, sendo 40,7% na casa da vítima e 28,5% em imóveis compartilhados com o agressor.
Violência recorrente e desigualdade racial
O relatório evidencia a persistência das agressões. Segundo os dados, 31,8% das vítimas sofrem violência diariamente, enquanto 20,9% convivem com os abusos há mais de um ano.
No recorte racial, mulheres negras (pretas e pardas) são as mais atingidas, representando 43,1% das vítimas, seguidas por mulheres brancas (32,5%). O dado reforça o caráter estrutural da violência de gênero no país.
Perfil das vítimas e tipos de violência
Embora a violência atinja mulheres de todas as idades, o maior índice de vulnerabilidade está na faixa entre 26 e 44 anos, que concentra 37,1% das denúncias.
A violência psicológica lidera os registros, presente em 49,9% dos casos, seguida pela violência física (15,3%) e patrimonial (5,4%).
Local da ocorrência e cenário da violência
Local da Agressão | Percentual | Denúncias (Absoluto) |
| Residência da vítima | 40,76% | 63.223 |
| Casa compartilhada com suspeito | 28,58% | 44.330 |
| Casa do agressor | 5,39% | 8.356 |
| Vias públicas | 2,96% | 4.587 |
| Ambiente virtual | 2,96% | 4.587 |
Perfil étnico-racial das vítimas
Raça/Cor | Percentual | Denúncias (Absoluto) |
| Negras (pardas + pretas) | 43,16% | 66.953 |
| Brancas | 32,54% | 50.474 |
| Amarelas | 0,52% | 807 |
| Indígenas | 0,31% | 488 |
| Não declarados/sem informação | 23,45% | 36.389 |
Violência vicária em crescimento
O relatório também chama atenção para o avanço da violência vicária – quando o agressor utiliza filhos ou familiares para atingir a mulher. Essa modalidade representou 4,5% das denúncias em 2025 e já alcança 7,7% no primeiro trimestre de 2026.
Recentemente, a Lei nº 15.384/2026 passou a classificar o chamado “vicaricídio” como crime hediondo, ampliando o rigor penal nesses casos.
Panorama regional
A Região Sudeste concentra 47,4% das denúncias, seguida pelo Nordeste (18,2%) e Centro-Oeste (11,5%).
Entre os estados, São Paulo lidera em números absolutos (34.476 registros), seguido por Rio de Janeiro (22.757) e Minas Gerais (13.421).
Canais de denúncia e atendimento
As denúncias e pedidos de orientação podem ser feitos gratuitamente, de forma anônima e 24 horas por dia:
- Ligue 180: atendimento telefônico nacional e internacional
- WhatsApp: (61) 9610-0180
- E-mail: central180@mulheres.gov.br
- Outros canais: Disque 100 e 190 (em emergências)
- Atendimento presencial: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) e Casas da Mulher Brasileira
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