O mistério do “orçamento felino”: Thaislane Sabel oferece discurso de sete vidas e silencia sobre ONG na Câmara
Parlamentar evitou explicar repasses à entidade vinculada à sua campanha e, ao rebater a ironia do “gato comeu”, serviu um banquete de retórica vazia para a oposição.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dizem que os gatos têm sete vidas e, a julgar pela agilidade da vereadora Thaislane Sabel em saltar sobre as perguntas que realmente importam, a lenda parece ter encontrado abrigo em seu mandato. Durante a sessão desta segunda-feira (18), a parlamentar ofereceu um pronunciamento que foi um verdadeiro “tratado sobre o vácuo”: ignorou solenemente as graves suspeitas de mau uso de recursos públicos na ONG de proteção animal que serviu de motor para sua campanha e atual mandato. Ao invés de apresentar recibos e clareza, Sabel preferiu o conforto das sombras, deixando a transparência em um estado de letargia que nem o mais barulhento dos miados seria capaz de despertar.
O enigma do “Gato Comeu” e a fatia de 50%
O ápice da performance ocorreu quando Thaislane decidiu rebater a expressão “o gato comeu” – ironia fina disparada por Teteia Chaves e, em outros tempos, pela decana Beza. Sem fôlego para dar nomes aos bois (ou às gatas), Sabel refugiou-se nas indiretas, acusando uma “vereadora misteriosa” de desvio de caráter.
A manobra de julgar a moral alheia para não ter que detalhar a própria gestão orçamentária foi recebida com risos contidos pela oposição, que viu na irritação da parlamentar a prova de que o sarcasmo das colegas atingiu exatamente o nervo exposto da base governista.
ONG: O elo perdido entre a campanha e o mandato
O silêncio de Thaislane sobre a entidade animal ligada à sua trajetória política foi, no mínimo, ensurdecedor. Enquanto o plenário e as redes sociais fervilham com o “mote” de que verbas municipais estariam sendo mastigadas pela estrutura de apoio da parlamentar, ela limitou-se ao figurino de vítima da “perseguição política”.
No dicionário de Sabel, parece que “prestar contas” é uma ofensa pessoal e “explicar convênios” é uma tarefa que, tal qual a vida dos felinos, pode ficar para uma próxima encarnação. Ao evitar o tema central, ela apenas reforçou a tese de que onde há fumaça, há um orçamento sendo “devorado” sem explicação.
A cabo eleitoral da oposição
A ironia final reside no resultado estratégico: o discurso de Thaislane foi um presente de luxo para os independentes. Ao ressuscitar a polêmica do orçamento que desaparece como num passe de mágica felina, ela garantiu que o assunto permaneça sob os holofotes. Se a intenção era blindar o prefeito Otoniel Teixeira, Thaislane Sabel entregou um discurso tão oco que acabou preenchido pelo eco das denúncias. A sessão encerrou-se com uma certeza: no zoológico político de Barreiras, o gato continua muito bem alimentado, e a explicação sobre a conta é que parece ter se perdido pelo telhado.
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