TCM BA usa Formosa do Rio Preto como espelho para fiscalizar gastos com shows na Bahia
O parecer técnico da Controladoria de Formosa sobre o show de R$ 800 mil de Natanzinho Lima virou a régua do Tribunal para medir a legalidade de gastos em outras prefeituras.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma decisão do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) colocou a gestão de Formosa do Rio Preto em evidência nesta quinta-feira (28). Na edição nº 2.818 do Diário Oficial da Corte, o conselheiro Nelson Pellegrino utilizou o rigor administrativo da 40ª Vaquejada de Formosa como baliza oficial para pressionar prefeituras que planejam gastos exorbitantes com festas neste ano.
O ‘padrão Formosa’ (Página 3)
O centro da estratégia do Tribunal está no Parecer Técnico nº 002/2026, emitido pela Controladoria Geral de Formosa do Rio Preto. O documento destrinchou a contratação do cantor Natanzinho Lima por R$ 800 mil, detalhando cada custo da operação. Agora, o TCM-BA elevou esse processo ao status de “paradigma técnico-operacional”. Na prática, isso significa que qualquer prefeitura que contratar o artista por valores fora dessa curva, ou sem o mesmo detalhamento, poderá enfrentar problemas com a fiscalização.
A lupa sobre outras regiões
A eficiência de Formosa do Rio Preto serviu de base para Pellegrino notificar a prefeitura de Palmas do Monte Alto, no Sudoeste baiano. Enquanto a cidade do Extremo Oeste foi elogiada pelo controle interno, a gestão de Palmas foi questionada por empenhar R$ 2,275 milhões em shows musicais. O Tribunal aponta que o montante é desproporcional, especialmente diante de denúncias de que a prefeitura estaria deixando de lado obrigações básicas, como o fornecimento de remédios e a manutenção de estradas rurais.
Aviso aos navegantes
Ao citar o caso, Nelson Pellegrino deixou um recado claro aos gestores: a contratação direta de artistas não é um “cheque em branco” para aventuras administrativas. Com a decisão publicada hoje, o TCM-BA sinaliza que as Controladorias municipais precisam funcionar como blindagem para o erário. Quem não apresentar planilhas de custos e estudos de retorno econômico – seguindo o modelo de Formosa – terá dificuldades para justificar as contas.
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