Dólar fecha abaixo de R$ 5 após mais de dois anos e Ibovespa renova recorde 13042026
Foto: Valter Campanato/Agência Brasi
Moeda norte-americana recua em meio a tensões no Oriente Médio e maior apetite ao risco; bolsa brasileira atinge novo patamar histórico
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O dólar encerrou esta segunda-feira (13) em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,9969 – o primeiro fechamento abaixo de R$ 5 em mais de dois anos. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 0,34% e atingiu 198.001 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico.
O comportamento dos mercados ao longo do dia foi influenciado diretamente pelos desdobramentos da crise no Oriente Médio. A sessão começou sob cautela, após o fracasso nas negociações por um acordo entre Estados Unidos e Irã. Com o avanço das horas, no entanto, a percepção de que poderia haver uma reaproximação diplomática trouxe alívio aos investidores.
O presidente Donald Trump afirmou ter recebido contato de interlocutores iranianos interessados em um acordo, mas também elevou o tom ao alertar para possíveis consequências “desagradáveis” caso não haja entendimento. Pela manhã, o líder norte-americano chegou a mencionar a possibilidade de destruição de embarcações iranianas que se aproximassem do bloqueio naval imposto pelos EUA no Estreito de Ormuz – uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Em resposta, o governo iraniano sinalizou que poderá retaliar portos caso as restrições se concretizem. O cenário elevou a tensão na região e reduziu significativamente a circulação de navios no Golfo Pérsico, afetando o transporte marítimo e o comércio internacional de petróleo.
Esse contexto pressionou os preços da commodity: o barril do petróleo Brent subiu 3,27%, sendo negociado a US$ 98,31. No Brasil, o ambiente também foi impactado pela divulgação do Boletim Focus do Banco Central do Brasil, que elevou a projeção de inflação para 2026 a 4,71%, acima do teto da meta estabelecida.
A expectativa de inflação mais alta, combinada ao encarecimento do petróleo, reforça preocupações sobre os efeitos da conjuntura internacional na economia brasileira.
No cenário externo, os mercados tiveram desempenho misto. Nos EUA, os principais índices fecharam em alta: o Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 1,03%, e o Nasdaq registrou ganho de 1,23%.
Já na Europa, o movimento foi de queda, com o DAX recuando 0,26%, o CAC 40 caindo 0,29%, e o FTSE 100 registrando baixa de 0,17%.
Na Ásia, os mercados também refletiram a instabilidade geopolítica. O índice de Xangai teve leve alta de 0,06%, enquanto o Hang Seng caiu 0,9%. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,74%, e, na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,86%.
Caso de Política | A informação passa por aqui.
#Dólar #Ibovespa #MercadoFinanceiro #Economia #Inflação #Câmbio #Petróleo #OrienteMédio #Investimentos #Brasil






