MP Cultura
Parlamentar acionou a 8ª Promotoria para cobrar transparência na gestão da cultura e soluções urgentes para comunidades rurais que sofrem sem acesso à água em Barreiras.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador João Felipe (PCdoB) protocolou uma representação na 8ª Promotoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para denunciar o que classifica como um “desmonte” das políticas culturais e o abandono hídrico na zona rural de Barreiras. Acompanhado por representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e associações comunitárias, o parlamentar exigiu que o Sistema Municipal de Cultura funcione com transparência e que o Executivo finalize a distribuição de água em localidades onde poços já foram perfurados, mas seguem inativos.
Cultura: Contra o silêncio e a perseguição

“Não dá para aceitar o desmonte calados. Exigimos que o Conselho de Cultura funcione e que o recurso chegue a quem faz a arte acontecer o ano todo, não só em festas”, pontuou.
A representação foca na ineficiência do Conselho Municipal de Cultura e na falta de diálogo com os artistas locais. João Felipe alertou que a verba pública tem sido usada de forma pontual em festas, em vez de fomentar a produção artística contínua. Ele também denunciou um clima de perseguição que intimida os fazedores de cultura na região.
“Não dá para aceitar o desmonte da cultura de Barreiras calados e omissos. O que a gente exige é que haja uma escuta coerente, que o sistema e o conselho sejam criados e respeitados”, afirmou o vereador. Ele defendeu que os recursos cheguem à ponta: “Que a população tenha direito aos recursos que vêm e usufrua de forma ordinária no cotidiano, e não apenas em momentos festivos para escoar dinheiro público.”
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Zona Rural: O drama da exclusão hídrica

“Não é favor, é obrigação”, afirma o vereador João Felipe (PCdoB) ao denunciar poços inativos em Barreiras.
Outro ponto crítico levado ao MP foi a falta de água na zona rural. Segundo a denúncia, famílias convivem com a seca mesmo em áreas com poços já perfurados pela prefeitura, mas que nunca receberam a rede de distribuição. João Felipe classificou a situação como um desrespeito à dignidade humana e uma obrigação negligenciada pelo poder público.
“É inadmissível que, em pleno 2026, famílias ainda convivam com a falta de acesso à água. Em algumas localidades, os poços já foram perfurados, mas a distribuição ainda não chegou até quem mais precisa”, criticou o parlamentar. Ele reforçou que a luta por infraestrutura básica é prioritária: “Não estamos falando de favor, estamos falando de dignidade. Água é vida, e garantir esse acesso é uma obrigação do poder público.”
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