Tetéia Chaves pede exoneração de Gulla e cobra repasses para o São João de Barreiras
Parlamentar denuncia paralisia da pasta, revela R$ 1,2 milhão parado e recebe apoio de Allan do Allanbick por mais profissionalismo na política cultural
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Tetéia Chaves utilizou a tribuna da Câmara de Barreiras nesta segunda-feira (27) para disparar críticas duras à condução da política cultural no município. Em um discurso contundente, a parlamentar denunciou o que classificou como a “morte lenta e gradual” da cultura popular e cobrou mudanças imediatas na gestão da Secretaria de Cultura diante da proximidade dos festejos juninos.
O grito da cultura: tradição sob ameaça
A apenas 30 dias do São João, Tetéia alertou que quadrilhas juninas e artistas locais vivem um cenário de incerteza, sem editais, calendário ou planejamento definidos. Segundo ela, enquanto cidades vizinhas avançam na organização, Barreiras permanece paralisada.
“Cultura não é só Carnaval. O São João é a alma do nosso povo, é onde o morador do bairro ganha seu pão. Não se monta um espetáculo que custa R$ 100 mil sem prazo e sem apoio. Estão empurrando nossa tradição para a extinção”, afirmou.
Apoio de Allan do Allanbick e cobrança por gestão
O discurso foi reforçado pelo vereador Allan do Allanbick, que utilizou sua experiência de mais de duas décadas no setor de eventos para validar as críticas e cobrar planejamento.
“O secretário precisa dar uma resposta à vereadora e ao comércio. O investimento no Carnaval já foi alto; agora a prioridade precisa ser os pequenos, as bandas locais e as quadrilhas. O que vai ser feito na cultura?”, questionou.
R$ 1,2 milhão parado e crítica à execução
Tetéia trouxe ao plenário um dado que elevou o tom do debate: segundo a vereadora, Barreiras recebeu, em janeiro de 2026, mais de R$ 1,2 milhão provenientes das políticas culturais federais (Lei Aldir Blanc/Paulo Gustavo), recursos que ainda não teriam sido executados.
Para a parlamentar, a situação evidencia falta de capacidade administrativa na condução da pasta.
“Se não consegue fazer, pelo amor de Deus, coloque alguém competente. A cultura de Barreiras não pode ser tratada como favor – é um direito constitucional”, disparou.
A crítica foi acompanhada pela vereadora Carmélia da Mata, que classificou a secretaria como um espaço suscetível a interesses políticos e denunciou episódios de perseguição a profissionais da área.
Cobrança por diálogo e ação imediata
O momento mais incisivo da fala ocorreu quando Tetéia criticou a ausência de diálogo da gestão com os agentes culturais.
“O secretário não responde, não dialoga, não presta contas. É hora de aparecer e trabalhar. Se não sabe, procure quem entende. O que não pode é deixar nossa história ser apagada”, concluiu.
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