Megalomania fiscal e desleixo técnico Otoniel herda DNA de Zito, pede R$ 140 milhões e atropela a própria LOA 2026
Documento obtido com exclusividade pelo Caso de Política revela que Otoniel Teixeira repete estratégia de Zito Barbosa – já barrada pela Justiça em 2024 – ao ignorar teto orçamentário e insistir em erros primários de redação para endividar o município
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O portal Caso de Política teve acesso exclusivo ao Projeto de Lei nº 011/2026, protocolado pela Prefeitura de Barreiras em regime de “urgência urgentíssima” na Câmara de Vereadores. No texto, o prefeito Otoniel Teixeira solicita autorização para um empréstimo de R$ 140 milhões junto à Caixa Econômica Federal (FINISA). O pedido, no entanto, ignora frontalmente a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 (Lei nº 1.704/2025), que fixa o limite para operações de crédito em exatos R$ 70 milhões.
O dobro do valor, a metade da prudência
Ao tentar “furar” o planejamento orçamentário em 100%, a gestão municipal sinaliza uma desconexão perigosa com a realidade fiscal. A LOA 2026, sancionada em novembro de 2025, serviu de baliza para o planejamento da cidade, mas agora é tratada como mera formalidade descartável. Ao atropelar esse rito, Otoniel Teixeira coloca Barreiras em uma rota de colisão com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tentando obter um recurso sem o devido lastro nas leis de planejamento que ele mesmo assinou.
Déjà vu institucional: Otoniel repete o “Ctrl+C / Ctrl+V” de LEM

A manobra não é inédita e carrega um histórico de derrotas que beiram o ridículo administrativo. Otoniel parece protagonizar um verdadeiro déjà vu político ao aplicar o comando “Ctrl+C / Ctrl+V” na estratégia de seu antecessor, Zito Barbosa. Em junho de 2024, a Justiça suspendeu uma lei de empréstimo de Zito após a Desembargadora Gardenia Pereira Duarte detectar um erro material grotesco: o documento de Barreiras mencionava o município de Luís Eduardo Magalhães. Ao herdar o hábito de “copiar e colar” projetos da cidade vizinha – e agora dobrar o valor do endividamento ignorando a LOA – a atual gestão mostra que o descaso com a identidade e o orçamento de Barreiras é hereditário.
“Ponde” e Carnaval de 2926: O padrão de desleixo técnico

Além do risco financeiro, o PL 011/2026 expõe uma fragilidade administrativa que já se tornou folclórica. O documento de R$ 140 milhões reitera o desleixo ao mencionar a construção de uma “ponde sobre o Rio Grande”. Esta “gramática criativa” é o fio condutor de uma série de absurdos: desde erros no processo seletivo da SMAST, que lançaram insegurança sobre 3.200 candidatos, recursos para população em situação de rua e até o credenciamento de atividades para o Carnaval do ano de 2926 – projetando atos públicos para nove séculos no futuro. O padrão é claro: a pressa em abocanhar recursos bancários atropela qualquer zelo com a formalidade oficial.
O sequestro do FPM e o colapso de 2027
O impacto real dessa megalomania será sentido na próxima gestão. Como garantia para o empréstimo inflado, a prefeitura oferece as receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na prática, o PL desenha um cenário de “sequestro” do orçamento de 2027, comprometendo a capacidade de pagamento de salários e serviços essenciais. Se a Câmara validar esse “cheque em branco” com grafia errada e valor dobrado, Barreiras entrará no próximo ciclo político com as contas pulverizadas por uma dívida que ignora o planejamento, a gramática e a prudência.
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